... Subentenda-me: novembro 2013

sábado, 9 de novembro de 2013

A mesma falta de sempre

Sinto falta de respirar o cheiro de quando era você quem eu amava. Sinto falta da inspiração que nunca mais foi a mesma. E será mesmo que a gente tem sempre que querer as mesmas coisas? Eu não quero. Mas quis você tanto que nunca vou deixar de pensar no bem, no mal, nos passos que eu teria que dar pra te encontrar se eu fosse andando, no amor que era da quantidade desses infinitos passos. Hoje eu olhei pra chuva caindo no asfalto e vi o desenho dos pingos no chão sendo desenhados por ti. Seriam mais bonitos. Como tudo foi. Bonito. Você. Que saudade de sonhar contigo, de querer mais do que tudo no mundo ver você pelo olho mágico. Hoje não sou a mesma, as águas não são as mesmas. Hoje meus amores se perderam na imensidão que é não amar de verdade, que é amar por amar, sem porquê. O meu era você. Porque eu não tinha mas iria ter, um dia. Não consigo mais sentir, nem te amar, nem chorar. Não consigo te amar agora mas lembro tanto do amor de antes que é como se eu ainda amasse.