... Subentenda-me: 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

O fim do fim do ano

Se eu tô mal? Bem... Tenho que confessar que pra ficar maravilhosamente bem ainda vai demorar um pouco. Mas mal, mal, mal... Podre, em caquinhos, querendo morrer... Não, não estou. 

Surpresa talvez, um pouco tonta pelo baque tão repentino. Porém apesar de estar surpresa, o que aconteceu é algo que já era bastante possível.

E o que aconteceu afinal? 

Sem mais delongas, meu namoro acabou. 

Foi um baque repentino, sim, porque apesar de já viver em um relacionamento conturbado há algum tempo, ter sido ontem me surpreendeu. Ter sido ontem e ontem ter sido o dia seguinte de dias anteriores, muito agradáveis até, me surpreendeu.

Me surpreendeu que às sete e meia da manhã ele tenha conversado com a minha mãe dizendo que me amava. E algumas horas depois confessar diante de mim que esse amor nunca existiu. Isso sim foi algo realmente surpreendente. 

Que a gente não dava certo por ter ideias e objetivos diferentes eu já sabia, mas se eu tava aguentando aquele ser como minha companhia diária, e acreditando que seria assim pra vida toda, é porque no mínimo eu respeitava o amor que existia entre nós.

Mas que porra, hein!

Se eu soubesse que não tinha amor eu já tinha terminado faz tempo. Já amei sozinha algumas vezes antes, mas caramba, hoje em dia já não estou mais disposta a isso não. 

Enfim, ele acordou um dia, tomou coragem e decidiu acabar com o fingimento. Amém. Então isso não me faz sentir nada culpada por ter confidenciado no dia anterior pra minha melhor amiga que quando aquele caso antigo passou por mim meu coração bateu um pouquinho mais forte. 

Se meu coração bateu um pouquinho mais forte por outro alguém enquanto o meu namoro falso ainda estava acontecendo quer dizer que eu não o amava também? Ah... Eu queria muito poder dizer que não, que eu não o amava! Queria mais que tudo poder dizer que também fingi esse tempo todo. Mas infelizmente era amor. 

Era um amor não muito saudável, eu admito. E admito meus erros, mas reconheço todas as características dele que indicavam desde sempre que ele não era pra mim. Mas era amor. Era amor porque eu ignorei tudo isso, porque eu não medi esforços. Era amor porque só sendo amor mesmo pra eu alucinar de ciúme ou possessividade. E eu sei que era um erro tremendo, e que talvez o amor seja algo muito delicado e leve pra justificar minhas atitudes por vezes exageradas. Mas era amor. Era amor porque eu não pensava duas vezes pra ir correndo quando ele me chamava e precisava de algo. Porque eu me virava do avesso. E se eu fui ciumenta e possessiva, pra mim isso só queria dizer que eu também queria receber aquilo de volta. Aquela atenção, aquele primeiro lugar que assumia pra mim. Também queria ser a primeira na lista de prioridades dele. 

Bem, era amor. Mas era amor pelas razões erradas. Amor meio tóxico. Era amor porque eu queria loucamente ser amada e não era. Era como se eu tivesse me apossado dele como um experimento pra me amar de volta. 

Era um amor errado. O meu por ele. No fim isso só queria dizer que internamente eu só fazia implorar pra ele me amar também. 

E ele não amou. 

Parece que no momento em que ele disse isso todo esse tempo se reduziu a nada. Todos os esforços pra fazer um relacionamento dar certo se reduziram a nada. 

As músicas, os filmes, os nossos lugares. Tudo perdeu o significado instantaneamente. 

Ele sabe que eu jamais o feriria. Mas isso não foi o suficiente. E como ele disse: gostar não é o suficiente. 

Ele queria mais. Eu também queria mais, mas nunca tive a coragem pra admitir isso. Ele teve. Ele passou na minha frente. Ele ignorou os inegáveis bons momentos e me disse a verdade. Não era amor! 

Se eu choro por que não era amor? Não! Eu choro porque fui covarde pra não admitir primeiro que eu já sabia que não era um "amor" bom. E choro porque me contentei com o não amor dele. 

Choro porque me sinto usada. Choro por ter colocado as necessidades dele na frente das minhas. Por me humilhar durante inúmeras brigas. 

Choro por querer a todo custo ter sido suficiente pra alguém que nunca foi suficiente pra mim.

Choro porque me dediquei a amá-lo mais do que a qualquer outra coisa.

Choro porque eu quis acertar. E porque tentei fazer isso dos jeitos mais errados possíveis. 

Choro porque exagerei na dose. 

Choro porque reprimi uma parte de mim. 

Choro porque me enganei. Eu não me amava do jeito que achava que me amava. Cheguei a achar que só amava ele porque me amava antes. E não. Eu o amava primeiro porque queria que ele me amasse. Eu não fazia isso por mim. Quis passar essa responsabilidade pra ele. 

Esse. Foi esse o erro! 

E eu que sempre achei que eu me bastava. Como pode? Eu que sempre me coloquei no topo da minha lista, de repente me enganei e fui pra ele o que eu nunca fui pra mim mesma. 

Acho que ele foi aquele relacionamento que todo mundo precisa passar pra amadurecer. E hoje, no primeiro dia que começo e termino sendo novamente solteira, já tenho condições pra reconhecer isso.

Reconhecer que foi amor, mas amor errado. Que eu precisava amar errado assim pra estar pronta pra amar melhor. Mas eu sei que antes disso um longo período de aulas intensivas sobre como recuperar meu amor próprio se inicia hoje. 

A partir de hoje o tempo é só meu e não me interessa a ideia de me apaixonar outra vez. A partir de hoje vou voltar a me dedicar às coisas que eu já tinha esquecido que gostava, aos amigos que deixei de lado.

Uns dias serão mais difíceis do que os outros. Eu sei que ainda vou chorar e sentir o meu coração comprimindo. Eu sei que vou sentir falta de alguns dos atributos de ter um relacionamento sério. Eu sei de todos os contras. 

Dos prós eu só sei que estou otimista. E aliviada. E tranqüila pra tudo o que ainda está por vir. 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Dezembro e o ano todo.

Lembro de certa vez que em dezembro eu deitei em baixo da minha árvore de natal acesa e chorei, chorei. Lembro dos meus motivos pra chorar, lembro de me sentir triste, mas lembro também da paz que me dava quando eu distraía de todos os motivos e abria os olhos devagarzinho pra ver o colorido das luzes refletido e misturado nas minhas lágrimas.

Coisa boba. Pouca coisa, mas era calmante pra toda agonia tola e adolescente.

Hoje os meus choros às vezes têm motivos, às vezes não. Descobri com o passar dos anos que meus hormônios sabem ser meus inimigos quando querem. Sabem me afundar no drama de novela mexicana muito mais do que no auge da minha adolescência. Não sei se é devido a algum desequilíbrio, apesar de que desequilibrada sempre fui. Só sei que hoje meus choros são menos doces. Ainda dramáticos e tolos, mas menos doces. No entanto, mais efêmeros. Hoje eu choro debaixo do chuveiro ou encostada em qualquer parede.

Meus choros agora deixaram de ser pela falta. São choros de excesso de presença. Na verdade, excesso é o nome do meu choro. E pode ser excesso de amor, excesso de planos, excesso de vontade, excesso de sonhos. E daí que excessos também assustam. Naquela época eu achava que não, mas assustam tanto...

Não sei por qual motivo, mesmo depois de tanta vida e de tantas mudanças eu preciso chorar pra me inspirar. Talvez seja, na realidade, o reconhecimento de que a felicidade não me tira a inspiração, mas na verdade absorve ela pra si. E por conta disso a minha inspiração toma um outro rumo, se dedica à escolha do que fazer pra ser mais feliz ainda, de onde ir pra ter mais histórias pra contar. Mas no final eu sei achar as minhas lágrimas bonitas também, e a inspiração que elas trazem me recolhem pra um lugar dentro de mim que eu amo visitar.

Este ano vejo um dezembro nostálgico mas novo, e acolhedor. Nublado sim, mas aconchegante. Menos melancólico, mais otimista. Nostálgico porque algumas coisas marcam, e por algum motivo dezembro passou a ser a época do ano que mais se remete a um passado determinante pro meu futuro, pro meu presente.

Me remete à sonhos esquecidos, mas que me tornam tudo isso que eu sou. E, ao mesmo tempo, esse dezembro, particularmente, mistura tudo o que me fez ser assim com o que tem me construído atualmente. Um dezembro que me envolve na essência e no que, aos poucos, se adere a ela. E no que tem, cada vez mais, me feito ser uma nova pessoa, sem deixar de ser quem eu era.

As lágrimas mudaram, o jeito de chorá-las também. Mudaram os motivos pelos quais eu as derramo, e os dias, as responsabilidades, as pessoas. Tudo mudou. Mas ainda me reconheço. E que maravilha! Me reconheço.

Me reconheço por ver beleza ainda nas mesmas coisas, por guardar ainda as mesmas saudades, por ter ainda as mesmas referências. Me reconheço e me renovo! Com o novo, com o velho, com o passar dos anos, com a idade, com os medos, com os ataques de fúria, com as extravagâncias de carinho.

É, eu mudei. Gosto de ver quem eu sou, e queria poder me apresentar pro meu passado e, orgulhosamente, dizer: viu? Você fez isso aqui e fez muito bem feito. E agradecer, em seguida.

Sinto saudade de gente antiga, mas a alegria das novidades têm me contagiado. Das novas companhias, dos novos objetivos. E sim, chorar foi o que me provocou todas essas reflexões, porque o jeito de fazer isso mudou, os motivos e etc. Mas uma coisa fica, e é o choro propriamente dito.

Pouco importa se eu já não estou embaixo das árvores de natal, ou na janela lamentando um amor distante, pouco importa se agora eu só choro na carência que uma TPM me causa. O fato é que eu choro!

E me permito chorar, e me maldizer, e me odiar, e me livrar do peso dos dias, do peso de uma vida de gente grande que é até fácil demais e confortável demais e protegida demais. Mesmo assim eu choro! De dezembro à dezembro, eu choro. E amo. E que nunca me peçam pra mudar. Meus dramas mexicanos são lindos, e românticos, e com todo o "cheiro de menta e pipoca que dá quando a gente ama".

E mais um ano amando, e chorando, e sorrindo, e caindo, e nostalgiando, e brincando, e sendo feliz. Ponto.

E é só isso que eu quero: ser feliz. Dramaticamente feliz, inseguramente feliz, saudosamente feliz, escandalosamente feliz. Às vezes insatisfeita, dura, rabugenta, grosseira, ogra, monstra, bruxa. Porém feliz.


sábado, 21 de novembro de 2015

Texto sobre dúvidas (quem me dera fossem dívidas). 

Teus olhos castanho claro ou a vastidão de cores mundo a fora? 

Tua boca vermelha ou a diversidade de gostos a minha volta? 

Teus cabelos lisos ou um monte de outros mais pra engatar meus dedos? 

Teus 26 ou os meus 20 muito pouco aproveitados? 

Uma vida inteira do teu lado ou uma existência cheia de insatisfação e desejos reprimidos? 

Vários dos teus dizeres superficiais ou o mundo profundo cheio de tons, cores e poemas que sempre me encantou? 

A tua empatia forçada ou gente que sente como o outro sente e chora como o outro chora? 

Tua paciência que tolera a minha raiva visceral e faz pouco dos meus motivos ou alguém que se perca como eu mas se ache na minha ausência? 

O futuro estruturado, a casa, a família, os filhos, os negócios ou a poesia que deve ser fazer o amor mais gostoso de uma vida inteira? 

A tua irresponsabilidade com os meus sentimentos ou olhos que só sabem me ver e notar todas as possíveis causas de dores futuras a tempo de interrompe-las? 

A tua perspectiva limitada de vida ou os meus objetivos traçados e planejados, sem que haja espaço para as tuas indecisões?

A tua necessidade de exibicionismo ou a minha extroversão cheia de bom senso?

O teu apego pelo "ter" ou a minha paixão pelo "ser"?

As tuas festas cheias de barulho ou uma reunião íntima com música calma e luzes aconchegantes?

Os teus vícios ou os meus sonhos?

Os teus defeitos ou as minhas qualidades?

O meu amor por ti ou o meu amor pela vida?


Não sei.
Se não fossem dúvidas, seriam certezas.
E se fossem certezas, eu provavelmente saberia o que fazer.
Ou não.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

A velha mania de fugir pra lá quando aqui fica ruim

Às vezes é difícil. Às vezes não.
Às vezes qualquer letra de música romântica me faz lembrar, qualquer dia é um dia propício pra eu cavar lembranças, me fazer perguntas ou imaginar situações.

Às vezes... Bom... às vezes eu esqueço. Juro, às vezes eu esqueço completamente e tenho dias plenos, felizes, reais.

Internamente eu até acho graça por me dar conta disso, mas é chato perceber que mesmo tendo a maioria dos meus dias cheios da ausência que de fato existe, quando lembro me deparo instantaneamente com uma nuvenzinha cheia de melancolia e um sentimento inquietante, uma coisa que eu sinto sempre quando chego à conclusão de que tudo isso não tem razão pra ser, pra ainda existir.

É, não tem porque ainda existir, mas existe. E sobre essa existência já não faço nada. Não luto contra, não abafo, não reprimo, não escondo de mim mesma, não tento me enganar.

Acho que por ser tão recorrente já aprendi a lidar. Já notei que isso dura uns dois dias e depois passa. Depois eu reparo no sorriso de orelha a orelha que a vida me dá todo dia. E que sorriso.

Mas eu não posso deixar de pensar, nos dias em que a ausência é presente, sobre o que os anos fazem com a gente, sobre os sentimentos que parece que fizeram morada em um lugarzinho muito específico lá no fundo da gente. 

E não faço nada. Cuido. Alguém segue eternamente responsável pelo o que cativou. 

domingo, 13 de setembro de 2015

Texto velho e bonitinho

Eu quero fazer uma tatuagem, e que não seja qualquer tatuagem. Quero que represente o mundo pra mim. Algo como "eu te anuncio nos sinos das catedrais" escrito com uma letra bonita. Ou só "tu vens, tu vens...", porque isso já diria muita coisa sobre o mundo que eu queria eternizar na pele. 

Eu quero me sentir livre mas tão livre a ponto de gritar de prazer quando esse vento da liberdade bater no meu rosto, quando eu olhar em volta e agradecer por isso, e não querer mais ninguém porque eu esperei uma vida inteira pra me bastar de fato. 

Eu quero apreciar meus gostos mudando, e isso, felizmente, acho que já tenho feito. E também quero cortar o cabelo.

Eu quero ficar um bom tempo sozinha antes de casar e ter filhos. Quero uma casa só minha, móveis só meus, coloridos e improvisados e pintados por mim mesma. Uma casa com  muitos quadros e um tapete felpudo.

Eu quero ter cachorros. Uma fêmea e um macho. Odara e Nero. E se eu não puder criar cachorros vou me contentar com dois peixinhos.

Eu quero sentir novamente que um lugar me acolhe. Eu quero me sentir abraçada por uma cama e beijada pela luz do sol que entra pela janela todos os dias de manhã. 

Eu quero reunir todas as músicas que mais me fazem feliz e dirigir pra um lugar suficientemente distante, que permita que a duração do trajeto seja a mesma de todas as faixas.

Eu quero um beijo dele, e sentir o cheiro de perto. Quero pular, gritar, chorar e depois morrer de vergonha. Sim sim, eu quero.

Eu quero fazer algo que me encha de poesia e amor e sentimentos bons. Quero pintar, fotografar, começar um trabalho voluntário.

Eu quero, depois de muita vida, encontrar o amor dela. O amor que não suga, o amor que recarrega e colore e embala e tem cheiro de homem e me trata com a doçura suficiente que não me faz enjoar. 

Eu quero, antes disso, me decepcionar mais algumas vezes. Me arrepender e voltar a pensar naquele que só existe nos meus sonhos para, enfim, estar pronta pra chegada de uma realidade sem distância e melancolia. 

Eu quero tardes. Muitas tardes. Tardes tardes tardes. Tardes amarelas, laranjas, rosadas. Quero tardes com sol e chuva. Tardes. 

Eu quero acompanhar a minha evolução de pertinho, em todos os sentidos. Atentar pra cada detalhe, e me orgulhar por ser quem eu sou e conseguir apreciar coisas sutis.

Eu quero trajetos, muitos, todos. Bonitos, feios e tortos.

E mais, muito mais...





Escrito em algum dia de 2011, 12. 13 ou 14.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Sobre aquele velho cheiro de menta e pipoca que ainda sinto

Já não faz mais sentido sentar e chorar. Acho que não porque eu não tenho mais 16 anos, porque a minha franja já cresceu, e porque hoje em dia eu até tenho onde me segurar. Chorar não ajuda, só me desidrata. Afinal, tem coisa guardada aqui, tem choro entalado sim, tem uma coisinha sempre espremendo meu coração que, tadinho, durante um tempo até achou que tinha se livrado. 

É engraçado pensar sobre o amor na atual conjuntura da minha indefinição sentimental. Tá tudo uma bagunça, não acho palavras pra descrever o que tenho sentido. Mas quando tento deixar de lado as explicações, eu olho pra dentro e sinto que amor é aquilo que eu sempre acreditei que era. Um gosto de menta, um frescor. Na verdade eu nunca deixei de saber o que é o amor, penso. Lembro que aquela música de Lisbela e o Prisioneiro resume bem o que sempre senti como amor quando diz que "O AMOR É FILME, EU SEI PELO CHEIRO DE MENTA E PIPOCA QUE DÁ QUANDO A GENTE AMA". 

Lembro o que ela me lembra. Ou melhor, quem me lembra. E de repente sinto esse frescor, misturado com um monte de outras coisas. Sei lá. Tem coisas que nem o tempo consegue mudar, talvez esteja na hora de eu definitivamente aprender a conviver.



domingo, 14 de junho de 2015

De um amor para outro

"O amor não age com interesses; o egoísmo é falta de amor. O amor vive de dar e perdoar e o egoísmo vive de tomar e esquecer" - Sathya Sai Baba.


       Pois então, estava eu aqui tentando estudar pra prova de penal que vou ter segunda-feira, e eis que a primeira página da minha apostila apresenta esta citação. Acho engraçado como eventualmente encontramos respostas para os nossos questionamentos quando estamos distraídos. Dar e perdoar, tomar e esquecer. Talvez isso defina a minha vida até aqui, talvez seja realmente a grande definição do amor que eu sempre procurei. 

         Em 2011 eu amei muito, e jurava que era amor, e bati o pé que era amor. Enquanto todos me lembravam da impossibilidade eu dizia: É IMPOSSÍVEL MAS É AMOR! E era. Hoje eu sei que era porque quatro anos se passaram desde então, e podendo simplesmente tomar e esquecer, eu dei e perdoei. Continua sendo amor mesmo depois de tanto tempo, e será amor pra sempre porque amor não acaba nunca. Passou, abriu espaço na casa pra outro amor tão incompreensível quanto (no início). Eu sempre pensei que quando é amor de verdade, depois que passa não arruma as malas e vai embora. Quando é amor simplesmente fica. Antes ocupava todos os espaços do meu coração, agora se mudou pra um quartinho modesto mas arrumadinho, e está lá. Deixou os outros cômodos disponíveis pro meu amor novo. Um amor diferente, mas tão verdadeiro quanto. Um amor que não tomou o lugar de nenhum outro amor e simplesmente conquistou o seu próprio. 

          Em 2015 estou aqui, depois de já ter "desistido" muitas vezes dessa, enfim, novidade, e voltado atrás porque eu nunca consegui "tomar e esquecer". Acho que eu já sabia que era amor. 

          E, meu amor, agora é pra você que eu falo diretamente: eu entendo. Eu entendo tanta indecisão, eu entendo tanta insegurança e incerteza até chegarmos aqui. Entendo. Entendo porque timidamente já nadei pelos mesmos mares e sei o quão tumultuosos são. Foi difícil e por vezes considerado por mim como injusto, mas hoje eu entendo. Compreendo a sua nostalgia depois de ver um filme que coloca sobre a mesa uma história que pra você não terminou bem depois de tanto amor envolvido. Entendo porque quando se trata de amor do passado a nostalgia é inevitável.

         Mas só reafirmando: não, eu não voltaria no tempo se pudesse. E fico feliz em saber que você também não, ainda que sinta saudade de alguns momentos do seu "antes". Sei exatamente como é. Se você se deu e perdoou, sim, é amor. E eu respeito o seu amor. Como fazer o contrário disso? Como me chatear por ter existido na sua vida algo que já existiu na minha vida e eu sei o quanto foi o divisor das águas que atualmente você percorre? Se não fossem os nossos antigos amores, hoje nós não nos amaríamos. E eu sei que é de verdade, eu vejo na nossa cumplicidade e na vontade de fazer dar certo todos os dias, depois de cada desentendimento. Eu vejo a sua paciência, a minha paciência. Eu vejo o quanto nós não somos egoístas. 

        Hoje pretendo não me prolongar porque eu falo demais e retifico demais o quanto essa nossa história, depois de tantos naufrágios, consegue ser forte. Porque nós nos damos um ao outro, e nos perdoamos. Consequentemente, amamos. E eu agradeço ao seu passado, ou meu passado, por ter nos trazido até aqui, por ter nos apresentado um ao outro como realmente nos tornamos depois de tanta história e tanta vida. 

         Eu te amo com as tuas bagagens e medos e receios, porque sei que junto a tudo isso nós estamos organizado a nossa própria bagagem e depositando dentro toda a coragem do mundo. Eu te amo porque hoje, vendo onde estamos, eu não mudaria nada, nenhum choro, nenhuma agonia. Não mudaria o fato de termos ficado longe pra nos dar conta da essencialidade de um na vida do outro. E que continuemos sem mais distâncias. 

        Hoje eu agradeço ao tempo que me trouxe você, que me fez te esperar, que te fez entender que podíamos sim ser um ótimo par. Agradeço ao tempo que te manteve perto até quando quis se afastar, agradeço aos dias que foram nos preenchendo com a saudade de ter que ficar longe. Era você. E hoje eu posso dizer que, ainda que eu tenha um quartinho no meu coração pra outro grande amor, o resto dos cômodos são todos seus. Porque você é o meu grande amor, e ainda que o tempo venha a me surpreender com alguma mudança - coisa que eu espero conseguir evitar.

       Obrigada pela vida nova e pelas cores com que tem colorido os dias.


sábado, 18 de abril de 2015

Eu odeio

O ódio é constantemente tratado negativamente pelo moralismo do "fazer o bem". Mas que se dane, eu odeio mesmo!!!!! Eu odeio barulho e gente escandalosa. Eu odeio que a pasta de dente me faça ter vontade de vomitar. Eu odeio o rosa excessivo, os saltos altos excessivos, os brilhos labiais excessivos. Eu odeio quem tem o cabelo absurdamente lindo e fica pensando em fazer uns dreads. Eu odeio quando as obviedades são tratadas como o assunto mais surpreendente do mundo no meio de uma rodinha de meninas fúteis. Eu odeio quem tem sorriso bonito e nunca sorri pra mim. Eu odeio pessoas bonitas que quando são elogiadas sempre respondem: "Nossa, você é cego". Se eu sou bonita no mínimo eu tenho que fazer é concordar e pronto. Que nhenhenhem. Eu odeio que as pessoas me olhem da cabeça aos pés. Eu odeio tumulto de liquidação. Eu odeio amigas se arrumando juntas pra ir pra alguma festa (tem coisa pior?). Eu odeio mau hálito e aquela minha singela parada na respiração enquanto a pessoa fala (sempre quando eu volto, volto cansada). Odeio a inclusão de pessoas novas no meu grupo de amizade sem a minha autorização. Odeio amizades instantâneas, logo com beijos, abraços e idas ao banheiro toda hora. Odeio gente que teima em aparecer achando que é o portador de toda a simpatia que paira sobre a terra. Odeio quem trata o sexo como um parque de diversões. Odeio quem trata o sexo como o maior pecado da humanidade. Odeio quem esbanja inteligência com a intensão de me fazer sentir burra. Odeio ler em público e eu trocar "revelação" por "relevação". Odeio muito, absurdamente, ter que aturar mau humor e ainda ser considerada a causa dele quando eu não faço absolutamente nada. Odeio indecisão na hora de comprar alguma coisa. Odeio quando criticam as músicas que eu gosto. Odeio peixe cozido, porque sempre te deixa melado e sujo com cheiro de peixe cozido. Odeio muito a indecisão na hora de escolher o sabor da pizza. Odeio ir ao cinema com um carinha e ele me dizer: "nossa, você não fica quieta, né?". Prefiro ir ao cinema sozinha. Odeio quem escreve errado. Odeio todos os "comir", "lir", "escrevir" da face da terra. Odeio ficar triste por alguém e perceber que esse alguém nunca fica triste por mim. Ah sim, sem contar do meu ódio pelas apaixonadas obsessivas que tentam sempre de tudo pra ter o que querem, que não se conformam nunca mesmo sabendo que não são o que eles querem - me odeio por já ter estado nessa lista. Odeio todos os "ele é o grande amor da minha vida, e não tem vida se não tem ele". Odeio o meu fim de semana feliz e apaixonado sendo estragado pela falta e insegurança que o resto da semana me traz. Odeio os sonhos ruins que eu tenho e acordo me sentindo uma burra por ter sido passada pra trás no sonho, considerando que eu provavelmente devo também ter sido passada pra trás na vida real. Odeio sentir um aperto no peito e ter a plena consciência de que, sim, vai acontecer uma coisa triste. Sempre acontece. Odeio muito ter que amar alguém que não me ama sempre. Odeio ter que afirmar pra mim mesma que nunca nada vai dar certo pelo simples prazer de ser pessimista e me poupar de todo o problema que ser feliz pode me causar. Odeio todos os romances bobos que eu invento semanalmente só pra não ficar tão magoada porque tudo o que eu quero não pode ser meu. Odeio me sentir um peixinho fora d'água enquanto vejo tantos beijos, abraços e carinhos na minha volta, e me boto a pensar que, se eu pudesse, sairia correndo e trocaria tudo por um único beijo, um único abraço e um único carinho. Odeio ser sentimental, odeio ser sensível. Odeio relacionamentos baseados na chatice de ficar dizendo que ama o tempo todo (mesmo eu tendo a necessidade de dizer que amo o tempo todo, já provei disso uma vez e ainda assim prefiro que não digam que me amam o tempo todo, mesmo eu querendo que digam). Odeio estar fora dos padrões de beleza, porque quando é assim você só ouve coisas do tipo: "Ah, tu tens uma personalidade linda". Odeio sempre achar que eu não sou o bastante, que eu não tenho bunda o bastante e nem qualidades o bastante pra fazer alguém feliz. Odeio querer muito fazer alguém feliz. Odeio odiar tudo e todos, porque, pode ser um ódio profundo e verdadeiro, mas também me remete a pensar que a gente só odeia o que a gente ama. E não, nem tudo o que eu odeio quero que seja amor.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Porque você sim merece um texto.

Quando eu passei pela minha mais recente decepção uma amiga muito importante disse que já que eu não hesito em dar o meu melhor em tudo, não tenho mais que aceitar receber menos do que isso de quem quer que seja. Bem, não sei, mas essa coisa de pegar o melhor das pessoas fez eu lembrar de você. 

Não querendo dizer que você deu o seu melhor enquanto estava comigo, nos nossos dois únicos momentos juntos. Só quero dizer que você foi o melhor comigo porque eu vejo o seu melhor em tudo o que faz. E foi o melhor que já me apareceu vindo de tão longe. Pelo menos alguém teve essa coragem de se deslocar assim por mim, considerando meu histórico com distâncias.

Sinceramente não sei de onde eu tiro essa súbita admiração. Sim, eu sempre te admirei, sempre admirei a sua inteligência, o seu bom humor. O seu bom humor sempre foi irresistível pra mim, e mesmo antes de te ver de perto, só te ouvir pelo telefone já era um feito inédito. Não sinto arrependimento por não ter te beijado naquele primeiro dia, era realmente amor o que eu achava que sentia por ele. Mas hoje, depois de começar o dia lendo um texto tão profundo e sensível que você dedicou pra uma pessoa de muita, muita sorte, eu precisei escrever pra você talvez porque eu ainda queira te beijar de novo um dia, ou, simplesmente, só te ter na minha vida.

Naquele dia em que você apareceu aqui sem avisar eu realmente estava chorando por outro, e você me ouviu e me entendeu. Ficou dando voltas e voltas nos quarteirões enquanto eu falava que se você fosse perto seria mais fácil, que por você valeria a pena chorar. E você ficou ali me dizendo pra eu despejar as minhas emoções por quem desse valor a elas. Você ficou me elogiando e dizendo que eu estava linda mesmo toda desarrumada. E a ultima imagem de você aqui que eu guardo é de quando eu desci do carro correndo com medo de alguém me ver e de lá você gritou, eu virei, e então você me deu um sorriso bonito dizendo: não some. 

Provavelmente você não é o amor que eu estou esperando pra viver e pra me doar e pra valer a pena (ainda que, com toda a sinceridade, seria a coisa mais maravilhosa do mundo se fosse), mas, independente disso, eu guardo amor pra você porque você não só é um amor de pessoa como também o amor EM pessoa. E mesmo não sendo meu, o amor que você carrega em si me atinge instantaneamente quando nos falamos, e acabo me sentindo amada, não só por você mas pela vida e por todo o invisível que é capaz de te fazer emitir tanto amor pra tudo, por tudo. 

E agora eu estou aqui, bobona. Pensando em quanta vida tem pela frente. Eu sei que quando você voltar eu vou estar aqui, e vou descer correndo pra te ver porque se de tão longe a tua luz me contagia e faz um dia todo valer a pena, de perto eu só consigo pensar em te abraçar e me aquecer nisso que você tem e eu nunca vi igual. 

Eu só consigo pensar no quanto eu quero que você seja feliz e seja correspondido em tudo, tudo o que deseja. Porque sem saber você me deixa feliz. Porque um áudio de um minuto fez as vinte e três horas e os cinqüenta e nove minutos restantes valerem a pena, os choros e as alegrias. 

Você que faz eu sentir que Deus está aqui do ladinho. Você que me inunda de inspiração e força e vontade de ser um pouquinho só como você. Você que é tão bonito e encantador e inteligente e divertido e perfeito e tudo o que eu sempre quis. Você que fez o dia de hoje ser um dos melhores pelas cores, pela proximidade de todo mundo que eu amo, pela sua delicadeza em me dizer coisas que fazem mais sentido pra você pelo o que passa mas que me alcançaram e me fizeram te considerar uma das melhores coisas que já me aconteceram. Uma lembrança, um tesourinho que eu quero guardar sempre.

Obrigada por ter desembaçado, desanuviado e aliviado tanta vista, tanta nuvem, tanto peso. 

Te guardo comigo. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Tributo à covardia

Cinco dias.

Hoje é o quinto dia que a tua vida não faz mais parte da minha. O quinto dia desde a tua última aparição pra me dizer que aquilo tudo foi um engano. Por que será que mesmo sentindo como se um milhão de mãozinhas estivessem espremendo o meu coração? Sabe, eu não me surpreendi com a frieza, com a indiferença. Deve ser porque inconscientemente eu já estava esperando. Querendo acreditar que não, que você ia ficar, que seria loucura tumultuar tudo, empurrar tudo de tão alto. 

Eu tinha uma amiga que sempre perguntava se estava tudo bem, se estávamos bem. E pra evidenciar ainda mais o quanto eu sempre estive consciente das possibilidades do fim, ainda que eu estivesse estupidamente feliz com nós dois nos dias em que ela perguntava, eu sempre respondia que por enquanto eu estava bem. Eu já sabia que se tratando de você eu era obrigada a ficar secretamente na defensiva. 

E foi secreto o sentimento de "por um fio" porque com o passar do tempo o fio foi ficando mais resistente. Parecia uma corda que gradativamente ia ficando mais difícil de romper. Bobagem, né? A tua imprevisibilidade sempre foi a marca desse relacionamento. E talvez fosse o que me prendia tanto. O não saber que me inspirava a tentar, insistir, continuar. E foi só o que eu fiz: tentei, insisti, continuei. 

Eu nunca me dediquei tanto, nunca. Juro que queria um terço desse empenho em tentar te fazer querer ficar no resto dos meus compromissos. Eu seria bem sucedida porque o resto dos meus compromissos dependem só de mim. 

Sabe, eu não tenho chorado. Achei que se um dia eu tivesse realmente que lidar com a tua ausência definitiva tudo seria mais complicado. Mas já não dói respirar, a minha garganta não está mais acompanhada por tantos nós. Enfim. Isso tudo só durou um dia. Um dia chorando, um dia em que eu batia insistentemente no volante me perguntando o que eu tinha feito de errado enquanto dirigia e corria sérios riscos de bater algum carro devido ao meu desajuste emocional. Mas passou. Chorei no chuveiro, chorei no colo da minha melhor amiga, chorei no colo da minha mãe, chorei lendo os conselhos de quem quer me ver bem. Passou. 

E se eu chorei não foi de saudade, não foi de medo por não saber como lidar com tudo daqui pra frente, não foi por estar meio perdida sem você. Chorei de frustração. Chorei de, mais do que todos os outros motivos, decepção. 

Durante um bom tempo achei que por eu tentar com todas as minhas forças ser menos exagerada e dramática você, por provocar isso, estava me fazendo ser melhor e mais leve. Hoje vejo com mais clareza o quanto isso foi prejudicial, e por sorte você foi embora antes que eu absorvesse essa tal "leveza" pros meus comportamentos. 

Eu não sou assim. Eu sou esse texto aqui, longo, comprido, dramático, exagerado. Tentei não ser o que eu sou por você. E foi o amor mais repressor que já senti. Eu me deixei levar nem sei mais pelo quê. Só sei que existia algo em você que me deixava louca de medo de ter que viver sem. 

Preciso ser sincera em dizer que eu não estou com saudades. Mas que sim, estou em confronto armado comigo mesma pra tentar destruir todo esse apego e costume. Saudade não. Acho que saudade é querer reviver o que acaba, o que passa. E eu não quero. Pra minha sorte e pra sorte de quem me ama, eu realmente não quero. Não consigo nem pensar nessa possibilidade sem ficar nauseada. 

Não estou escrevendo esse texto pra te lembrar da sua total falta de coerência e honestidade e caráter. Primeiro porque você não vai ler e segundo porque você certamente acredita ser possuidor dessas virtudes e de forma alguma deve achar que elas não se fizeram presentes quando me chutou. Não é o que eu penso, obviamente. 

Semanas atrás eu estava pensando se devia continuar com isso, tentei dar um ponto final mas não consegui porque tudo o que eu estava vivendo com você era tão completo de tudo que eu sempre quis que foi apavorante pensar em ficar sem e nunca mais viver algo parecido. 

Uns dias depois foi a sua vez de se sentir inseguro e me dizer justamente da possibilidade de acordar um dia e ter vontade de fazer tudo o que fez há cinco dias atrás (talvez por isso eu não tenha ficado surpresa). Ainda que levantada a possibilidade você continuou, ocultou de mim durante os dias seguintes que estava se enganando, e ao contrário disso me fez, na verdade, ficar cada dia mais apaixonada com as suas atitudes que eu considerava tão verdadeiras e significantes. Eu ia dormir feliz, sabia? Em paz, tranquila. 

Se hoje eu não sinto saudade é porque o desprezo é maior. O desprezo por você ter me convencido tão bem de que eu importava e depois cortar as asinhas que cresceram só por sua causa. E eu juro que eu quis mais do que tudo chegar ao fim dessa nossa história ainda te considerando a melhor coisa que já tinha me acontecido. Não consigo mais. 

Não vou mudar nada, e também não vou desacreditar em nada por sua causa. Eu sei seguir em frente, eu sei dar um ponto final, eu sei não viver de passado, eu sei ter ambições saudáveis pra um futuro livre de qualquer desilusão, diferente de você. E nossa, que bom que eu sou diferente de você. 

Alguém vai aparecer e vai ter a certeza que você nunca teve. E por você não ter tido certeza sei que não posso te culpar. Eu quis te dar razões, e dei todas. Fui até o fundo de todo o sentimento que eu tenho em mim. Não foi suficiente, e quanto a isso eu só posso lamentar, mas jamais poderei achar que não fiz o meu melhor e que o meu melhor vai ser pra sempre insuficiente. Pode não ter sido pra você, mas um dia vai ser o tudo de alguém. 

Bom, acho que além de tudo isso eu não posso mais dizer nada. Quando o assunto é você me sinto vazia. Apesar de ser muita coisa te dedicar um espaço pra ser lembrado aqui. Mas, infelizmente, como esquecer? Isso me lembra certa vez em que você me disse que eu não ia viver com mais ninguém o que eu vivi com você. Claro, querendo dar o sentido de que ninguém me faria feliz como você me fez. Acontece que a felicidade que me deu foi mínima perto do que eu ainda vou viver, e a realidade é que: UFA, ainda bem que eu não vou viver o mesmo, e nem sentir o mesmo. Eu quero é mais. 

De fato não vou te esquecer, e nem quero. Na vida a gente necessita de referências, e não só de boas referências. Preciso muito lembrar de você e lembrar dos meses que passamos juntos pra nunca mais me submeter a algo parecido. 

Eu já devia ter imaginado o quanto você me machucaria, afinal não é à toa que dizem que o que começa mal termina mal. Você fez tudo começar mal, inclusive meu ano. Mas com relação a ele, posso afirmar que vou, mais uma vez, dar o meu melhor pra terminar bem, e eu sei que pra isso o meu melhor vai ser mais do que o suficiente. Finalmente. 

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Desabafo que ilustra a pior sexta-feira 13 desde 1995.




Porque o que dói também precisa ser lembrado pra não doer nunca mais. Parabéns aos envolvidos. Isso com certeza vai fazer de mim alguém melhor daqui pra frente.