Será que eu tô me entendendo melhor hoje em comparação há um mês atrás? O que pode acontecer em um mês pra me modificar?
Que bobagem, as coisas não precisam de tempo pra acontecer.
A todo instante eu tô atribuindo um significado novo a algo nem tão significativo assim.
É, eu gosto disso, significados. Gosto da palavra e do significado que significado tem pra mim.
E aqui estou, agora, significando um mês, um período, dando relevância ao tempo mesmo, contraditoriamente, achando que eu não preciso mais de tempo pra nada.
Eu sempre deixei muita coisa nas mãos do tempo, e ao mesmo tempo, eu sempre senti que não tinha tempo. Logo, as coisas não estavam nas mãos de quem deveriam estar.
Deixei o tempo resolver, né? E sim, ele resolve.
Mas o paradoxo tá aí, eu confio no tempo querendo atropelar ele o tempo todo.
Eu digo que o tempo conserta, mas eu estrago tudo querendo ultrapassar o tempo das coisas.
Outro dia meu chefe, tão filósofo, tão irritado, tão imprevisível, parou pra dar uma aula e lançou um trecho que deve ter lido em algum livro que o coach dele deve ter indicado pra ele ser uma pessoa mais equilibrada:
"A depressão acontece quando a gente vive 60% no passado, 20% no presente e 20% no futuro.
A ansiedade acontece quando a gente vive 20% no passado, 20% no presente e 60% no futuro,
A ansiedade acontece quando a gente vive 20% no passado, 20% no presente e 60% no futuro,
A felicidade acontece quando a gente vive 20% no passado, 60% no presente e 20% no futuro."
Diagnostiquei minha ansiedade na hora. Como se eu não soubesse.
Acreditar no tempo é necessário, mas por que eu insisto tanto em querer atropelar as coisas?
Ao fazer esse questionamento e não encontrar resposta eu decidi tentar.
Tentar não pensar no fim de semana, tentar não fazer planos pro meu dinheiro, tentar ser mais tolerante com o defeito dos outros porque o amanhã é totalmente desconhecido.
Foi o mês que me levou a esse questionamento? O que teve esse mês de tão importante pra me desacelerar, afinal?
Acho que teve eu observando a relatividade do tempo, os dias mais dinâmicos, as convivências mais intensas, as responsabilidades mais presentes.
Na verdade, teve eu sentindo a vida e não a existência.
Eu sempre signifiquei os meus momentos. É como se eu me sentisse muito importante por viver algumas coisas.
Por exemplo, quando eu era pequena e de repente cresci o suficiente pra andar de ônibus sozinha.
Eu achei aquilo um marco na minha história. Aquilo não era simplesmente um deslocamento, um meio de transporte me levando a algum lugar, aquilo era a representação da minha independência.
É claro que existem outros marcos, como quando eu dirigi pela primeira vez, quando fiquei bêbada pela primeira vez, quando beijei pela primeira vez.
E assim por diante.
Mas agora preciso dizer que o que esse mês me fez foi me trazer novos marcos e de um jeito sutil, natural, que não me faz querer deixar de apreciar pequenos acontecimentos.
Esse mês, definitivamente, me fez querer estar nele antes do mês seguinte.
Diagnostiquei minha ansiedade na hora. Como se eu não soubesse.
Acreditar no tempo é necessário, mas por que eu insisto tanto em querer atropelar as coisas?
Ao fazer esse questionamento e não encontrar resposta eu decidi tentar.
Tentar não pensar no fim de semana, tentar não fazer planos pro meu dinheiro, tentar ser mais tolerante com o defeito dos outros porque o amanhã é totalmente desconhecido.
Foi o mês que me levou a esse questionamento? O que teve esse mês de tão importante pra me desacelerar, afinal?
Acho que teve eu observando a relatividade do tempo, os dias mais dinâmicos, as convivências mais intensas, as responsabilidades mais presentes.
Na verdade, teve eu sentindo a vida e não a existência.
Eu sempre signifiquei os meus momentos. É como se eu me sentisse muito importante por viver algumas coisas.
Por exemplo, quando eu era pequena e de repente cresci o suficiente pra andar de ônibus sozinha.
Eu achei aquilo um marco na minha história. Aquilo não era simplesmente um deslocamento, um meio de transporte me levando a algum lugar, aquilo era a representação da minha independência.
É claro que existem outros marcos, como quando eu dirigi pela primeira vez, quando fiquei bêbada pela primeira vez, quando beijei pela primeira vez.
E assim por diante.
Mas agora preciso dizer que o que esse mês me fez foi me trazer novos marcos e de um jeito sutil, natural, que não me faz querer deixar de apreciar pequenos acontecimentos.
Esse mês, definitivamente, me fez querer estar nele antes do mês seguinte.