Bem, acho que agora, em meio a toda essa minha exaustão e pressa pra fazer quase nada, também vou acrescentar aqui algumas coisas que me causam relaxamento profundo. Imagens, textos de gente linda que não escreve com a cabeça e sim com a alma. Músicas, e às vezes os sentimentos que tudo isso me transmite.
Hoje vou começar com um trecho de um texto da Martha Medeiros chamado "O medo do amor"...
"(...) E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro. Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos. Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo."
Eu preciso explicar pra mim mesma tudo isso? Talvez seja meu subconsciente que reverencia o que faz sentido e faz sentir. "Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo." E que coragem. A gente diz que não, que não quer, que vai se blindar de todas essas coisas dedilhadamente impostas ao coração que nada sabe, e nada quer querer. Mas, enfim, é sempre impossível recusar a chegada do inesperado. Já no meu caso, eu não recuso não, eu espero mesmo. Obrigada Martha.
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