... Subentenda-me: O querer implícito na subconsciência dos meus versinhos ínfimos

sábado, 11 de fevereiro de 2012

O querer implícito na subconsciência dos meus versinhos ínfimos

Escolher um presente bonito,
Ler meu livro do Chico.
A minha letra torta escrevendo carta para quem se importa.
O meu solitário na mão esquerda, e na direita...
Ver o sorriso de canto, o cabelo pra trás,
Beijo na testa, saber como se faz...
As geometrias planas, as espaciais,
As mãos dadas, os casais.
Casamento de quintal.
Te dizer: "Que isso, amor, não faz mal".
Deitar em colos, falar aos tolos,
Gritar pro mundo os seus enrolos.
O melhor do melhor,
O pior do seu pior.
As escadas eternas,
As carências maternas.
As roupas no varal,
Aprender a história geral.
Conhecer os rios, os frios.
Ignorar os extravios.
A vida da vida da vida.
Da passada, da presente, da bebida.
Falar do meu estranho apreço,
Abraçar o cheiro do moço que eu não conheço.
Escrever na capa do livro,
Encontrar o meu conciso.
E só querer que o amor acabe
Se depois, por um milagre,
Ele volte a se deitar.

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