Não sei, mas você é uma daquelas pessoas que me dão vontade de sentar junto, tomar um café, ou um chocolate, ou um suco de abacaxi num fim de tarde laranjado. Sim, você que eu nunca vi. Talvez não você, mas o que eu imagino de você, o que eu idealizo de você. Hoje eu sinto que se pudesse escolher uma pessoa pra marcar um encontro desses amanhã, pra contar sobre a minha vida, as minhas atuais frustrações e as minhas ambições, eu escolheria você.
Te contaria sobre as minhas referências que mudaram, te descreveria as minhas melhores amizades e te deixaria orgulhoso ao ver a pessoa que eu me tornei. Te falaria sobre as músicas que hoje eu ouço, até te envergonharia com uns gostos meio avulsos mas que não deixam de me representar. E te contaria das minhas experiências, e filosofaria um pouco sobre a vida e as voltas que ela dá.
Eu te deixaria falar e apoiaria meu rosto sobre as duas mãos com expressão de fascínio pra tudo o que você falasse. E eu sei que eu riria de tudo de um jeito muito bobo e que não demoraria muito e já seria noite. Eu ia te admirar como nunca pude fazer de perto, e te dar o meu sorriso mais sincero dos últimos tempos. E te diria que tanto faz o que a gente foi e as decepções que fizeram parte daquela história meio criada, fantasiada, deslocada. Te falaria mais um milhão de coisas que agora não me vêm à cabeça porque eu sempre vou sentir que nenhum texto que eu escreva vá te tocar, te alcançar, te fazer lembrar de nós ou te fazer vir aqui tomar um café, um chocolate, ou/e um suco.
(Se um dia me ler saiba que não é porque te amo, é porque me desiludo com meus amores de agora e lembro que o teu amor foi o mais especial)
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