Já não faz mais sentido sentar e chorar. Acho que não porque eu não tenho mais 16 anos, porque a minha franja já cresceu, e porque hoje em dia eu até tenho onde me segurar. Chorar não ajuda, só me desidrata. Afinal, tem coisa guardada aqui, tem choro entalado sim, tem uma coisinha sempre espremendo meu coração que, tadinho, durante um tempo até achou que tinha se livrado.
É engraçado pensar sobre o amor na atual conjuntura da minha indefinição sentimental. Tá tudo uma bagunça, não acho palavras pra descrever o que tenho sentido. Mas quando tento deixar de lado as explicações, eu olho pra dentro e sinto que amor é aquilo que eu sempre acreditei que era. Um gosto de menta, um frescor. Na verdade eu nunca deixei de saber o que é o amor, penso. Lembro que aquela música de Lisbela e o Prisioneiro resume bem o que sempre senti como amor quando diz que "O AMOR É FILME, EU SEI PELO CHEIRO DE MENTA E PIPOCA QUE DÁ QUANDO A GENTE AMA".
Lembro o que ela me lembra. Ou melhor, quem me lembra. E de repente sinto esse frescor, misturado com um monte de outras coisas. Sei lá. Tem coisas que nem o tempo consegue mudar, talvez esteja na hora de eu definitivamente aprender a conviver.
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