... Subentenda-me: Nunca

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Nunca

Do meu professor de português que tem a alma colorida das mesmas cores que a minha...

Parece não mais cabermos
Na poesia do mesmo verso
No calor do meus afeto
No afago do mesmo gesto.

A vida muda cores
Também as casas
As ruas, as paisagens,
Os cachorros cheiram postes outros.

Parece não mais cabermos
No tremor do mesmo beijo
Parece não mais cabermos
Na perdição do mesmo cheiro.

As palavras, outro tempero
Os olhos novos rostos farejam
A cabeça deita sonhos outros
No mesmo travesseiro.

Parece não mais cabermos
Na traição do mesmo desejo
Na solidão do mesmo conselho
Na mesma carícia da nuca

Parece não mais cabermos...

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