domingo, 19 de janeiro de 2014
Vômitos e sacadas
O que dizer depois de uma noitaça daquelas com os amigos? O que dizer quando se acorda às 6:33 da manhã com uma dor de cabeça irritante que você sabia que apareceria mas não fez nada pra evitar? Não sei. Não sei muito bem o que dizer, só sei que ontem eu fui feliz. Fui feliz ao não conseguir subir as escadas de tão bêbada, fui mesmo. E fico feliz agora quando lembro de ter vomitado pela sacada com a minha amiga batendo nas minhas costas e rindo, sem saber o que fazer. Inclusive, está aí uma coisa que sempre vai me fazer rir quando eu lembrar, vomitar na sacada. Já fui melhor do que isso. Bem, o fato é que, sendo inconsequente ou não, eu preciso pirar um pouquinho. E preciso sempre ter a consciência de que não fazendo mal pra ninguém, que mal tem? Por que eu fico me perguntando, será que não dói? Sim, magoar, não dói nada em quem o faz? Me desculpa mundo mas eu prefiro ficar louca e vomitar pela sacada do que abraçar os bons costumes e sair por aí fazendo o que eu bem entendo sem me preocupar se isso vai doer em alguém. Porque, sabe, vai doer. Eu viveria bem ao saber que alguém acorda de manhã sem vontade de se olhar no espelho por minha causa? O meu estômago não embrulharia ao imaginar que alguém poderia estar se sentindo um lixo por eu ter usado essa pessoa de acordo com as minhas conveniências? E nem ia doer a minha cabeça quando eu fosse tentar dormir ao pensar que alguém está andando por aí meio borocoxô, meio de cabeça baixa, meio com medo do mundo, meio se escondendo de toda a humanidade porque eu não me importei com os sentimentos dessa pessoa? Bom, se tratando de mim, prefiro mesmo ser a pessoa meio borocoxô, porque eu aguento! Eu aguento todas as rasteiras e me levanto. Fico um pouco bêbada, choro no ombro de um amigo e peço pra ele nunca me deixar, depois ele lava o meu rosto e tudo fica bem. Eu aguento!
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